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Breve Histórico da Acupuntura no Ocidente

Acupuntura é o nome que foi atribuído no Ocidente para o conjunto de conhecimentos tradicionais nomeado no Oriente como Medicina Tradicional Chinesa. Apesar da Acupuntura ser também um instrumento dentro da Medicina Tradicional Chinesa ela abarca um sistema integrado de conhecimentos tradicionais de atenção à saúde que privilegia a integralidade e a singularidade. É na atualidade uma importante terapêutica que oferece resultados relevantes no cuidado com a saúde e pode ser aplicada simultaneamente aos tratamentos medicamentosos e psicológicos.

A história enfatiza que o mundo ocidental iniciou seu interesse pela acupuntura em meados de 1972, quando o então Presidente dos Estados Unidos Richard Nixon realizou uma visita à China e um dos participantes de sua comitiva necessitou de uma apendicectomia e a acupuntura foi utilizada como anestesia e depois na recuperação, tendo apresentado resultados bastante satisfatórios.

Acupuntura no Brasil

Já sobre a Acupuntura no Brasil, nota-se que a imigração de japoneses e chineses, na década de 1910, trouxe a manifestação viva da cultura oriental e com ela um verdadeiro “sistema” de saúde integrado.

Além disso, em 1958, universitários entraram em contato com os princípios e técnicas da Medicina Tradicional Chinesa por meio de cursos livres ministrados principalmente por Frederico Spaeth. Esses cursos apresentavam características interessantes, pois tinham em suas bases uma leitura da Medicina Tradicional Chinesa realizada na Europa, especialmente na França, reduto do pensamento ocidental, em meados dos anos 30. O principal autor dessa leitura foi Souliè de Morant.

Então, após estudos e certificações livres dos profissionais de saúde, os mesmos foram inserindo em sua prática clínica a utilização dessa (nova) ferramenta. Esses mesmos profissionais de saúde tornaram-se os professores de novos acupunturistas.

Em decorrência dos fatos apresentados, a acupuntura, já como um sistema de diagnóstico e tratamento próprios, foi inserida em nosso sistema de saúde, inicialmente no âmbito do setor privado.

Nota-se, ao mesmo tempo, um movimento mundial em torno da valorização e conservação dos conhecimentos tradicionais da humanidade.

A Acupuntura no Brasil foi fortalecida pelas orientações da ONU, que em 1962 sugeriu aos países membros que introduzissem em seus respectivos sistemas de saúde, práticas de intervenção oriundas de bases do conhecimento (saber) diferentes das estruturas científicas.

Em 1986, a Declaração de Veneza publicada pela UNESCO expressou a necessidade de uma maior aproximação das Ciências (Ocidentais) com as Tradições (Orientais).

Ao mesmo tempo, o Brasil seguiu as orientações internacionais e a Oitava Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986, acatou e reiterou essas orientações e o seu relatório final apresentou indicações sobre a implantação das chamadas Terapias Alternativas.

Simultaneamente, diversos Conselhos de Saúde regulamentaram a acupuntura para seus pares, como a Fisioterapia, a Biomedicina, Farmácia, Medicina, Psicologia, Educação Física, Enfermagem, Odontologia e a Fonoaudiologia.

Década de 90

Os anos 90 foram marcados pela primeira implantação das chamadas Terapias Alternativas. O profissional psicólogo Delvo Ferraz da Silva, fundador do Instituto de Psicologia e Acupuntura, foi o coordenador dessa implantação na rede municipal de Saúde da cidade de São Paulo. As Terapias Alternativas foram implantadas em Postos de Saúde e Hospitais, favorecendo a população carente.

Portanto, os fatos apresentados foram os alicerces da Política de Estado que iniciou com a publicação da Portaria 971, do Ministério da Saúde, em 2006. Logo, a construção da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, apresentada em 2006 pelo Conselho Nacional de Saúde, contou com a participação popular das Conferências Nacionais de Saúde, desde 1986, até como a contribuição de órgãos mundiais, como as recomendações da Organização das Nações Unidas, nos anos 2000.

A Acupuntura no SUS

A Política Nacional propõe a inserção no SUS, de terapêuticas que privilegiam a integralidade e a singularidade na atenção à saúde, como a homeopatia, a fitoterapia e a acupuntura.

Nosso curso

Em suma, o curso de especialização em Acupuntura do Instituto de Psicologia e Acupuntura Espaço Consciência visa qualificar profissionais da área da saúde, atender as diversas resoluções dos conselhos de classe que regulamentaram a Acupuntura como especialidade e suprir as necessidades dos profissionais especializados na execução da Política Nacional de Estado – especificamente a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares – PNPIC-SUS.

Sobretudo, vale salientar que não há regulamentação específica da profissão de acupunturista no Brasil, logo são encontrados cursos livres e profissionais que praticam a acupuntura sem formação específica na área da saúde.

 

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Texto de Heloisa Helena A C  Silva