História da Acupuntura

Conhecemos pouco sobre sua origem, diante de uma história desenvolvida e preservada ao longo de cinco mil anos.
Achados arqueológicos e a crença chinesa evidenciam que, entre os séculos XXVIII e XXX a.C, existiu um imperador chinês conhecido pelo nome de Hoang Ti. Esse imperador foi considerado o verdadeiro representante da divindade e ficou imortalizado pelo nome de Imperador Amarelo.

A crença chinesa relata que o Imperador Amarelo solicitou ao mestre taoísta Ki Pa ou Qi Po que escrevesse e colocasse em um livro todos os conhecimentos adquiridos pelo homem, sobre saúde, até aquele momento. Tal livro ficou conhecido como Nei King – livro das doenças internas. Esse livro foi organizado em uma parte prática (Souen) e outra teórica (Ling Shu), tendo sobrevivido ao tempo. Até hoje é fonte de consulta obrigatória dos profissionais acupuntores.

Embora desenvolvido a muito no oriente, esse método só foi amplamente conhecido e divulgado no Ocidente a partir de dois episódios marcantes:

- A publicação do tratado de acupuntura intitulado – Traité de Acupunctura – na década de 30, com autoria do cônsul francês Soliè de Morant divulgou os conhecimentos chineses nos meios acadêmicos da Europa. A obra, belíssima, descreve detalhadamente a teoria e os métodos utilizados pela Medicina Chinesa. E, graças à genialidade do autor que conhecia profundamente o idioma chinês, conseguiu tornar os chamados textos sagrados em leitura acessível à nossa estrutura de pensamento ocidental.

- A divulgação mais ampla para a sociedade ocidental foi marcada por um fato ocorrido na década de 70. Em visita à China para selar acordo diplomático os Estados Unidos, representado por seu Presidente Nixon vai com uma comitiva. Entre os convidados do presidente norte-americano, havia um em especial para a história da acupuntura – o editor-chefe do New York Times.

Esse jornalista, depois de uma cirurgia de emergência, com pós-operatório difícil, obteve grande alívio para seus incômodos por meio da desconhecida acupuntura. Maravilhado com os resultados obtidos, ao retornar ao Ocidente, escreveu longo editorial com várias páginas sobre a acupuntura no conhecido diário New York Times.