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Origem histórica da acupuntura

A origem histórica da acupuntura não é conhecida, embora a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheça nela um dos mais antigos instrumentos terapêuticos do planeta. Conhecemos dela uma pequena fração de tempo, em relação ao todo que compõe sua história, somente cinco mil anos.
Achados arqueológicos levam-nos a crer que entre 28 e 30 séculos antes de Cristo teria existido um imperador chinês conhecido pelo nome de Hoang Ti, verdadeiro representante da divindade segundo a antiga crença chinesa. Esse imperador ficou imortalizado pelo nome de Imperador Amarelo.

Segundo a lenda, teria ele pedido ao mestre taoísta Ki Pa (Qi Po) que escrevesse e colocasse em um livro todos os conhecimentos adquiridos pelo homem até aquele momento sobre a saúde. Tal livro ficou conhecido como Nei King - livro das doenças internas. Este foi organizado em duas partes: parte prática (Souen) e a parte teórica (Ling Shu). Este livro sobreviveu ao tempo e até hoje serve de consulta obrigatória aos profissionais acupuntores.

A história da acupuntura é vastíssima de fatos curiosos e leva o estudioso a uma verdadeira viagem de retorno no tempo, na qual se pode conhecer e aprender, além da excepcional teoria da medicina chinesa, todo o conhecimento acumulado pelo homem.

Estudos sobre as forças da natureza, astrologia, fitoterapia, dietética, filosofia taoísta e psicologia podem ser encontrados e são bastante atualizados até mesmo para nossa época, demonstrando a nós que o homem continua o mesmo, com seus conflitos, medos e dores. Mudou apenas o enfoque; a busca do abrigo, por exemplo, muda de caverna para apartamento. Em última análise, tais conhecimentos visam ensinar ao homem formas de viver melhor e por mais tempo para evoluir a si mesmo e contribuir para a evolução do meio em que vive.

Esse instrumento terapêutico, pela sua efetiva resposta, até hoje vem intrigando a ciência, que só foi capaz de confirmar a grande eficácia e eficiência da acupuntura.
Embora antigo, esse método só foi amplamente conhecido e divulgado no Ocidente em dois momentos distintos.

O primeiro, nos meios acadêmicos, ocorreu na década de 1920 (1930), quando foi publicado pelo cônsul francês Soliè de Morant um tratado de acupuntura chamado Traité de Acupunctura. A obra descreve detalhadamente a teoria e os métodos utilizados pela medicina chinesa. E, graças à genialidade de seu autor, que conhecia profundamente o idioma chinês, consegue tornar os chamados textos sagrados leitura acessível à nossa estrutura de pensamento ocidental.

O segundo, divulgou de forma muito mais ampla para a sociedade a acupuntura. Em 1972, a China e os Estados Unidos selaram acordo diplomático que foi assinado pelo do presidente Nixon em visita àquele país. Entre os convidados do presidente norte-americano, havia um em especial para a história da acupuntura - o editor-chefe do New York Times.

Esse jornalista, depois de uma cirurgia de emergência, com pós-operatório difícil, obteve grande alívio para seus incômodos por meio da desconhecida acupuntura. Maravilhado com os resultados obtidos, ao retornar ao Ocidente, escreveu longo editorial com várias páginas sobre a acupuntura no conhecido diário New York Times.

Embora a própria palavra acupuntura tivesse sido criada pelos jesuítas (acms ms agulha; ponto e pinctura se; picada, logo, acmspinctura ou acupuntura), esta somente ficou conhecida amplamente pelas sociedades Ocidentais a partir desses acontecimentos.

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